sábado, 6 de dezembro de 2014

Hotel Hermann - 2012

Blumenau – Um clima que relembra o passado permeia a construção do Hotel Hermann, datada do começo deste século, no Centro da cidade. Uma das poucas construções blumenauenses verdadeiramente em estilo enxaimel apresenta histórias do mundo inteiro, contadas pelos turistas de diversos países que ali se hospedaram. Em 1948 a casa foi adaptada para abrigar um hotel na Rua Marechal Floriano Peixoto, 213, próximo ao Hospital Santa Isabel.
As características marcantes do local, presenciadas por qualquer curioso que entra no estabelecimento, são o clima familiar e a simplicidade colonial, lembrando os imigrantes que chegaram na cidade no século passado. Não se tem registro oficial da data exata da construção. O certo é que em 1912 ela já existia, segundo lembranças da família que adquiriu a propriedade em 1948. No primeiro andar existiam arcos que deram lugar a paredes, formando espaço alugado para um restaurante.


Após alguns ajustes, em 1948 a casa passou a ser conhecida como casa Durma Bem, voltada especialmente para turistas e viajantes. Hermann teve vontade de transformar a casa em hotel na década de 40, quando notou o forte crescimento da cidade, que atraía a cada ano um número maior de turistas. Em 1950 foi feita uma ampliação de alvenaria, situada atrás da antiga casa em enxaimel. A obra foi inspirada nas construções modernas da época.

O hotel passou pelas duas grandes enchentes, de 1983 e 1984. As águas chegaram até o telhado do segundo andar, destruindo toda a parte interna do estabelecimento. Recuperado o hotel voltou a ser ampliado em 1990, recebendo mais oito apartamentos.

As características do estilo enxaimel podem ser vistas claramente nesta casa. Todas as madeiras numeradas, com inscrições em romano, determinam a parede e a ordem de colocação. Nenhuma madeira da construção recebeu pregos, sendo feitas as junções através de técnica de encaixe e com buchas feitas de toco de madeira. Primeiro eram colocadas as vigas de madeira, maciças, e posteriormente os espaços eram preenchidos com tijolos. O quadro da memória alemã fica completo com pequenos detalhes, como o jardim colocado à frente da casa e os vasos pendurados com vistosos gerânios.





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